Pra um japonês, sou brasileiro. Pra um brasileiro, sou japonês.
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A recente venda do Instagram para o Facebook e o lançamento da versão Android do aplicativo rendeu muita discussão nesses últimos dias. Eu sou um fã do Instagram e o uso com frequência para mostrar coisas interessantes as quais eu me deparo e como um profissional da internet, sempre que entro nas redes, procuro analisar o que acontece lá dentro, o que dá certo, o que dá errado etc e com o Instagram não foi diferente. Por isso, vou registrar aqui as principais lições que ficaram desta trajetória meteórica que começou alí em 2009.
Kevin Systrom, o fundador do Instagram, trabalhou no Twitter e no Google; e também já trabalhou na Nextstop.com. Mas ele não sabia programar, para aprender ele passava noites e finais de semana em projetos paralelos.
Um desses projetos era o Burbn, um aplicativo que permitia aos usuários fazer check-ins em lugares, fazer planos com conhecidos, ganhar pontos por sair com os amigos e publicar fotos. O aplicativo estava alí, mas faltava o dinheiro. Ele conseguiu um investidor para apostar no negócio, que entrou com US$ 500 mil. O próximo passo foi largar o emprego e se dedicar 100% à sua startup.
Ele contratou um colega (que depois viria a se tornar um dos co-fundadores) que tinha estudado com ele em Stanford, o brasileiro Mike Krieger. O nosso conterrâneo era conhecido como um bom designer de UX e em um certo momento, os 2 chegaram a um dilema. Eles queriam construir uma empresa que focasse em ser ótima em 1 coisa, portanto não estavam felizes com a quantidade de funções que o Burbn carregava.
Foi uma decisão difícil, mas decidiram começar um outro aplicativo do zero, nasceu aí o Instagram. Como vocês viram, do antigo Burbn só ficaram as funcionalidades de publicar fotos, dar um like e comentar.
E desde o lançamento do produto, ele mudou muito pouco.
O Instagram não teve nem 1 centavo de receita, portanto, não teve lucro. Eles não colocaram filtros pagos, não criaram contas premium, não fizeram coisa alguma para gerar receita. Porque então alguém pagaria US$ 1 bilhão por uma empresa que não tem 1 centavo?
Mark decidiu pagar por um outro valor, os 27 milhões de usuários e uma dúzia de profissionais.
Sem contar que a experiência das fotos no Facebook deixa a desejar quando comparado com o Pinterest, por exemplo. Essas novas redes como Instagram, Path e Pinterest constróem uma identidade pessoal baseada em momentos e estilo, coisa que a equipe do Mark nunca conseguiu entregar.
No dia 09 de abril saiu uma notícia de que o Facebook poderia, com os mesmos US$ 1 bilhão, comprar o New York Times e ainda pegar um troco de US$ 50 milhões. Como o Instagram, que não teve nem 1 centavo de receita, com 12 colaboradores durante seus pouco mais de 550 dias de vida “vale mais” do que o New York Times que, embora passe por um momento difícil, tem um modelo de negócios, vende conteúdo qualificado, possui uma credibilidade inquestionável, contrata milhares de funcionários etc.
Este material é bem atual e muito interessante. Fala da importância das redes sociais no contexto conectado e global. Para te motivar a ler o material acima, vou listar abaixo algumas informações bacanas que eu li nele:
Vale a pena dar uma olhada.
Quem curte, compartilha.
Pinterest é uma nova rede social que surgiu e o esquema deles lembra o Digg, onde você vê conteúdo que já foi selecionado por outras pessoas. O conteúdo é muito abrangente e vai da arte até as comidas.
Recentemente eles deram um grande passo que aumentou em 60% o tráfego deles. O Pinterest integrou com o Facebook. As pessoas na rede do Mark Zuckerberg passaram a ver o que os usuários desta nova rede social publicava. Com essa integração, o Pinterest já se tornou o 2º aplicativo mais popular no Facebook.
Estes são os fatos e a partir deles, vamos viajar um pouco.
Neste caso, o Facebook tem um papel diferente do que estamos acostumados e também muito importante. Afinal, só após a integração que o Pinterest ficou famoso e pouquíssimas funções do Facebook são utilizadas, mas a rede, ou o ecosistema como o Mark sempre fala, foi fundamental. Isso pode indicar aí um novo estágio no desenvolvimento do Facebook. Onde ele não é utilizado como o meio principal da interação, mas permite a outras redes sociais reaproveitar a rede já consolidada.
Outra coisa muito interessante é como o Pinterest ganha dinheiro. Você vai ver que não tem nenhuma propaganda, nenhum banner no site, somente as postagens das pessoas. Eles ganham dinheiro com uma outra modalidade, os links afiliados. Isso funciona da seguinte maneira:
E nem adianta ficar bravo que eles ganham a comissão pela sua indicação porque você não deve ter lido direito o “termo de serviço” e lá diz que você autoriza eles a fazerem, praticamente o que quiserem com os seus pins.
Bom, o Pinterest além de ter um conteúdo bem bacana, também merece a atenção por este outro aspecto. Eles estão apresentando uma alternativa interessante de monetização na internet.
Para finalizar, um infográfico com um resumão desta nova rede social que é a sensação do momento. Alguns dados são impressionantes, como:
A solução para muitos problemas do mundo, talvez esteja nas cidades. É o que sugere esse novo vídeo do Networked Society.
Esta edição, chamada Thinking Cities, lida com a tendência mais importante que vivemos hoje, a urbanização.
Estima-se que a população mundial chegue aos 9 bilhões de pessoas em 2050 e que aproximadamente 70% das pessoas estarão vivendo nas cidades. Qual será a solução para tudo isso?
Uma delas é a ICT (Information Communications Technology), ajudando a controlar melhor o trânsito, o lixo, a energia etc. Como isso é possível? No vídeo você vai ver como a prefeitura de Boston está usando a ICT para não só aumetar a sua eficiência mas também reconstruir a confiaça da sua população.
Vale a pena assistir o vídeo e depois de assitir, compartilhe com os links aqui embaixo.
Se você é daqueles que vê um negócio desse e pensa: “Deve ser muito difícil fazer isso.”, você está no lugar certo. Você precisa assistir o vídeo a seguir que fala da Wet Idea Playground.
Este vídeo é do projeto The Good Company Project que mostra algumas empresas com negócios bem interessantes. E este programa é com a empresa que projeta fontes como essa aí que você acabou de ver do Bellagio em Las Vegas.
Quem fala em nome da empresa é Mark Fuller, CEO da Wet. Ele mostra o ambiente da empresa, como tudo alí é pensado para privilegiar as ideias e a interação entre os colaboradores.
Você já deve ter ouvido falar disso e afinal de contas, o que é QR code? Isso é usado no computador? Quais sistemas usam isso? Como as empresas podem usar isso? A tecnologia (ou as tecnologias) é cara? Vamos lá.
QR (quick response) code funciona como se fosse um código de barras, com um leitor QR code, um smartphone por exemplo, você obtém informações a partir de uma imagem 2D como esta:
O QR code sempre carrega alguma informação, pode ser um pedaço de texto, uma URL, um número de telefone, um e-mail ou ainda um SMS. Veja abaixo como ele funciona:
O QR code foi criado no Japão para o controle de peças automotivas nas indústrias e com o desenvolvimento dos telefones celulares, principalmente das câmeras, esta tecnologia saiu do mundo corporativo e passou a fazer parte do cotidiano das pessoas de várias maneiras diferentes:
A característica fundamental para o sucesso desta tecnologia é o armazenamento de muito mais caracteres do que um código de barras. Cada código aceita:
Com esta capacidade, muitas empresas estão usando o QR code de maneira muito criativa:
Será que isso pega? Uma pesquisa realizada pela W/McCann e Grupo .Mobi mostra alguns números para responder a estas perguntas:
É uma tecnologia muito interessante, bastante versátil e com um ambiente bastante favorável a sua popularização.
Escolha o aplicativo ideal para o seu smartphone e teste por aí, aqui vão algumas opções:
Este vídeo é muito interessante. São quase 21 minutos, mas vale a pena assistir. O vídeo se chama Networked Society, a sociedade conectada, como eu mesmo traduzi. Fala sobre o passado, presente e principalmente o futuro dessa sociedade que está cada vez mais conectada. Como prova disso, aqui vão alguns números:
O que estamos vivendo agora, eles comparam à época em que as lâmpadas começaram a ser instaladas nas casas. Ninguém imaginava o que aconteceria quando todos tivessem luz e principalmente o que poderia surgir a partir disso. O que será que vai acontecer quando todo mundo tiver banda larga disponível o tempo todo?
Apertem os cintos. Vai ser uma viagem interessante.
Achei por acidente este vídeo de um evento chamado Startup School que aconteceu no último 29 de Outubro. A chamada do convite é algo mais ou menos assim: “se você é um hacker que pensou em começar a sua startup, ou alguém que já começou a sua, então você está convidado…” Bom, se você se encaixa nesse perfil, vale a pena assistir o vídeo acima.
Quem fala é ninguém menos que Mark Zuckerberg. Neste vídeo dá para perceber bem o quanto o cara é inteligente e principalmente como ele está trabalhando para consolidar o Facebook como o grande conector das pessoas na internet. Abaixo, destaco alguns trechos mais bacanas do vídeo.
Logo no início ele fala que uma das grandes virtudes da empresa dele é de se movimentar muito rápido em alguns momentos e muito devagar em outros. Segundo ele, isso dá o equilíbrio necessário ao negócio. E obviamente critica as empresas que só conseguem cumprir a segunda parte, a de se mover muito lentamente. Ele fecha esse início da conversa com uma frase muito boa. “O maior risco é não assumir nenhum risco”.
Depois ele fala da importância de ter pessoas com conhecimento técnico tomando decisões na empresa. No Facebook, as pessoas que estão criando os produtos possuem sólido conhecimento técnico.
Mark é questionado sobre o momento certo de vender a empresa. De acordo com ele, quando você sente que a empresa tem um problema, que ela vá ter um impacto maior trabalhando com outra empresa. Ele se extende um pouco nessa pergunta falando também que desconfia um pouco dos venture capitalists, e que você sempre precisa encontrar pessoas e investidores alinhados com o seu pensamento.
Fiquei surpreso com a resposta dele quando perguntaram a ele o que ele faria diferente se pudesse voltar no tempo. Ele respondeu: “Ficaria em Boston”. E aí ele discorre dizendo que o Vale do Silício não é o único lugar do mundo para criar uma empresa de tecnologia, que o lugar sofre com uma mentalidade de curto prazo e também que as pessoas lá pensam primeiro em montar uma empresa, antes mesmo de saber o que querem fazer. Ele arremata dizendo que ele tem a impressão de que empresas criadas fora do Vale do Silício tendem a durar mais.
Por fim, ele fala de fazer as coisas de uma maneira diferente. Que você pode fazer diferente e se ferrar bonito, afinal de contas, deve ter uma razão pela qual as pessoas fazem as coisas de uma determinada maneira. Mas só fazendo diferente é que você ganha.
Pra finalizar, vou deixar a mesma pergunta que o Mark disse que faz à sua equipe: “o que você está fazendo de diferente para resolver este problema?”
Uma outra discussão do Info@Trends bem interessante, principalmente para quem trabalha com mobile marketing, foi a “Mobile marketing e geolocalização – Marcas e pessoas no mesmo espaço” com a participação do Breno Masi da FingerTips, Flávio Stecca da Movile, Léo Xavier do PontoMobi e Rafael Siqueira do Apontador.
O recado mais importante desta discussão é: muitas oportunidades. São cada vez mais gadgets nascendo, cada vez mais empresas querendo brigar por novos segmentos de mercado, é, sem dúvida alguma, a área mais promissora do mundo digital hoje. Aliás, segundo números apresentados no dia, talvez já nem possa ser considerada tão promissora mas sim a realidade. É só comparar:
O Brasil tem hoje 20 milhões de smartphones e 60 milhões de pessoas usando internet móvel enquanto a França tem 17,6 milhões de smartphones e 45 milhões de pessoas com internet móvel. Talvez proporcionalmente o número seja menor, mas os números absolutos mostram que estamos na frente de um país de primeiro mundo.
Com tanta gente conectada, o próximo desafio é um belo de um desafio. Levar as pessoas do mundo online para o offline. É fácil fazer o contrário. Coloca um comercial na tv mandando para o site, assina um anúncio com o site etc. Agora, fazer o cara que está sentado atrás do teclado, no conforto da sua casa para fazer alguma coisa. Aí é que a coisa complica.
Isso só deixa mais evidente que as oportunidades estão aí na cara e no bolso de todos. Basta olhar com atenção e por isso que eles falaram que este mercado de mobile ainda é muito pequeno perto do que ele pode ser.
Algumas provocações para vocês refletirem:
Pra concluir, #ficaadica: mobile marketing é muito mais do que um celular com gps.
Participei do Info@Trends nos últimos dias 1 e 2 de setembro e muitas coisas interessantes aconteceram por lá. Vou começar uma série de posts falando sobre cada assunto abordado no evento. O primeiro é: “Porque um viral vira viral?”
Neste debate participaram: Alexandre Ottoni e Deive Pazos do Jovem Nerd, Gustavo Fortes da Agência Espalhe, Mário Soma da Agência Pólvora e Rogério Bonfim da Agência VirtualNet.
Primeiro de tudo, não existe uma fórmula para fazer um viral, mas certamente existe a pesquisa que pode te indicar alguns caminhos a serem seguidos. Todos chegaram a um consenso de que o mais próximo que se pode chegar de uma regra para virais é a de que o para algo viralizar, precisa mexer com o equilíbrio.
Ou vai dizer que algum dia você imaginou que a Sandy diria uma coisa dessas?
Outro ponto importante é de que o viral não pode ser pontual, não podem ser flights, precisam ser constantes. Precisa ter um planejamento para a produção desses materiais. Caso contrário, a marca dificilmente cria um posicionamento com essas iniciativas esporádicas.
Por fim, foi discutido como medir o resultado de um viral. Existem as métricas mensuráveis, tais como visualizações, cliques, seguidores, curtidas etc e as métricas não mensuráveis, como virar trending topic no Twitter. Mas que não podemos esquecer da relevância. Ter muitos seguidores no Twitter, mas seguidores fantasmas ou muitos fãs no Facebook, mas que na verdade são pessoas que estão alí somente pelas promoções, isso agrega que tipo de valor a marca?
#prontofalei
E esse frio? (Taken with Instagram at Aeroporto Internacional de São Paulo / Guarulhos (GRU))
Ufa! Desta vez não perdi o vôo. (Taken with Instagram at Aeroporto Internacional Hercílio Luz (FLN))